A perda auditiva (também chamada de surdez) é a diminuição da capacidade de ouvir e/ou compreender sons. Pode surgir em qualquer idade, afetar um ou ambos os ouvidos, ser temporária ou permanente e ter impacto direto na comunicação, nas relações sociais, no desempenho escolar e profissional e na qualidade de vida.
Reconhecer atempadamente os sintomas e procurar avaliação em Otorrinolaringologia permite, em muitos casos, tratar a causa, reabilitar a audição e reduzir complicações como isolamento social, dificuldades de aprendizagem e maior risco de declínio cognitivo em idades mais avançadas.
Tópico | Resumo |
O que é perda auditiva? | Redução da capacidade de ouvir e compreender sons, com impacto variável no dia a dia. |
Tipos de perda auditiva | Pode ser de condução, neurossensorial ou mista, consoante a zona do sistema auditivo afetada. |
Graus de perda auditiva | Classificada de ligeira a profunda, com consequências crescentes na comunicação. |
Causas | Desde cerúmen e infeções do ouvido a ruído, envelhecimento, otosclerose e causas congénitas/genéticas. |
Sintomas | Dificuldade em entender conversa (sobretudo com ruído), necessidade de aumentar o volume, sensação de “ouvido tapado”, entre outros. |
Diagnóstico | Consulta + exames como audiograma; pode incluir impedanciometria, otoemissões e potenciais evocados. |
Tratamentos | Dependem da causa e do grau: tratamento médico, reabilitação com próteses auditivas, cirurgia em casos selecionados e, nalguns casos, implantes auditivos. |
Evolução / complicações | Pode agravar-se e afetar comunicação, relações sociais e bem-estar; em crianças, linguagem e aprendizagem. |
Prevenção | Proteção contra ruído, hábitos de escuta seguros e avaliação precoce perante sintomas. |
A perda auditiva é a diminuição da capacidade de ouvir sons e/ou de compreender a fala. Pode resultar de alterações no ouvido externo e médio (por onde o som “passa”), no ouvido interno e nervo auditivo (onde o som é transformado em sinal nervoso) ou, mais raramente, nas vias auditivas centrais.
Na prática, a pessoa pode “ouvir” sons, mas ter dificuldade em perceber as palavras, sobretudo em locais com ruído (restaurantes, reuniões, rua). Quando a perda é mais acentuada, é frequente usar-se também o termo “surdez”.
Os tipos de perda auditiva são definidos de acordo com a parte do sistema auditivo que está comprometida. De forma geral, distinguem-se três grandes grupos:
O grau de perda auditiva traduz a intensidade do problema e está associado ao impacto na comunicação.
Antes de descrever os graus, é importante referir que a classificação se baseia em valores do audiograma (medidos em decibéis, dB), correspondendo a diferentes limiares auditivos.
De forma simplificada, podem identificar-se os seguintes graus:
A perda auditiva pode ser congénita (presente desde o nascimento) ou adquirida ao longo da vida. As causas variam entre situações simples e reversíveis e outras mais complexas ou permanentes.
As causas congénitas podem estar ligadas a fatores genéticos, a alterações estruturais do ouvido ou a acontecimentos durante a gestação. De forma geral, podem incluir:
Ao longo da vida, várias situações podem causar, agravar ou desencadear perda auditiva. Alguns exemplos são:
Os sintomas podem variar consoante a causa, o tipo e o grau da perda auditiva, mas existem sinais que são muito comuns e que devem chamar a atenção.
Alguns dos sintomas mais habituais são:
Uma perda auditiva súbita (instalada em horas ou poucos dias), sobretudo num só ouvido, deve ser encarada como uma situação potencialmente urgente e ser avaliada com prioridade.
O diagnóstico da perda auditiva combina a avaliação clínica com exames audiológicos.
De forma geral, o diagnóstico inclui:
Em determinados casos, podem ser necessários exames de imagem ou outras avaliações complementares para esclarecer a causa e orientar o tratamento.
O tratamento da perda auditiva é sempre individualizado, tendo em conta o tipo de perda (condução, neurossensorial, mista), o grau (ligeira, moderada, severa, profunda), a causa identificada e as necessidades de cada paciente.
Em muitas situações, é possível atuar diretamente sobre a causa da perda auditiva:
Em muitas perdas auditivas, sobretudo neurossensoriais, o objetivo é reabilitar a audição e melhorar a compreensão da fala.
Para apoiar este processo, as opções mais comuns incluem:
Em algumas situações, a perda auditiva pode melhorar com cirurgia, desde que a causa esteja bem identificada e exista indicação clínica. Entre as opções cirúrgicas que podem ser consideradas, destacam-se:
Quando a perda auditiva é muito marcada ou quando as próteses auditivas não são suficientes, podem estar indicados implantes:
A evolução da perda auditiva depende da causa, mas, em muitos casos, pode existir agravamento progressivo se não for identificada e tratada.
A ausência de diagnóstico e tratamento pode:
Quanto mais cedo a perda auditiva for identificada e abordada, maiores são as possibilidades de minimizar o seu impacto.
Nem todas as causas de perda auditiva são preveníveis (por exemplo, algumas alterações congénitas ou genéticas), mas existem medidas que ajudam a reduzir o risco e a detetar o problema mais cedo.
Algumas medidas de prevenção importantes são:
Procurar avaliação e realizar exames auditivos sempre que existam sintomas persistentes (dificuldade em ouvir, zumbidos, sensação de ouvido tapado, perda súbita), de forma a intervir o mais cedo possível.
Na linguagem comum, os termos são muitas vezes usados como sinónimos. Contudo, clinicamente, usa-se mais “perda auditiva” para descrever qualquer grau de diminuição da audição e reserva-se frequentemente “surdez” para perdas mais acentuadas (severas ou profundas).
Depende da causa. Algumas situações (como cerúmen, líquido no ouvido ou certas infeções) são reversíveis com tratamento adequado.
Já muitas perdas neurossensoriais são permanentes, mas podem ser melhoradas com próteses auditivas, implantes e reabilitação.
Sim. Algumas causas, como cerúmen, líquido no ouvido ou determinadas infeções, podem provocar perda auditiva temporária, reversível com o tratamento adequado. Outras causas, sobretudo de origem neurossensorial, podem originar perda auditiva permanente.
Nem sempre, mas é frequente existir uma associação. O zumbido (acufenos) pode surgir com ou sem perda auditiva, pelo que a presença de zumbido persistente justifica avaliação e, muitas vezes, realização de audiograma.
Sim. A perda auditiva pode ser unilateral (apenas num ouvido) ou bilateral (nos dois). Perda auditiva unilateral, sobretudo se súbita ou de evolução rápida, deve ser avaliada com maior urgência para excluir causas que necessitem de intervenção precoce.
Deve procurar avaliação médica se notar:
Nestes casos, o mais seguro é marcar consulta de Otorrinolaringologia e realizar os exames de audição recomendados.
Na Clínica ORL
Morada: Avenida da Boavista, 117 – 6.º andar, Sala 606, 4050-115 Porto
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma avaliação médica personalizada. Agende uma consulta.
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