A laringoscopia é um exame médico que permite observar a laringe e as cordas vocais, órgãos fundamentais para a produção da voz e respiração. Pode ser feita com instrumentos flexíveis pelo nariz ou com instrumentos rígidos pela boca. É indicada para investigar alterações da voz, dificuldades na deglutição e dores persistentes na garganta. Geralmente é um exame rápido, realizado por um otorrinolaringologista, bem tolerado e com necessidade mínima de preparação.
Tópico | Resumo |
O que é e para que serve | Observa diretamente laringe e cordas vocais; ajuda a identificar alterações anatómicas/funcionais e a orientar decisão clínica (vigilância, terapias de voz, necessidade de biópsia) |
Quando é recomendada | Sintomas persistentes (rouquidão >3–4 semanas, disfagia, odinofagia, tosse crónica), sinais de alarme (massa cervical, estridor) e avaliação de lesões estruturais |
Preparação | Habitualmente simples; anestesia local para conforto; jejum apenas quando há anestesia geral |
Como se realiza | Via nasal (endoscópio flexível) ou oral (laringoscópio rígido); exame em repouso e, por vezes, durante a fala |
Tipos | Indireta (espelho), videolaringoscopia direta (rígida), nasofibrolaringoscopia (flexível); videoestroboscopia como exame complementar |
Quem realiza | Otorrinolaringologista (diagnóstico); anestesiologista apenas para facilitar intubação (sem fins diagnósticos) |
Duração | Em consulta: poucos minutos; pode ser mais demorado em bloco operatório ou com limitações cervicais |
Preço e acordos | Valor variável; SNS, ADSE e seguradoras disponíveis |
A laringoscopia é um exame que permite observar diretamente a laringe e as cordas vocais para avaliar a sua estrutura e movimento. Ajuda a identificar alterações anatómicas ou funcionais, incluindo lesões benignas ou malignas, e orienta decisões clínicas como vigilância, terapias da voz ou necessidade de biópsia.
A laringoscopia é recomendada sempre que exista suspeita de alterações na laringe ou cordas vocais. É particularmente indicada perante sintomas persistentes ou sinais de alarme.
Os principais cenários clínicos incluem:
O paciente permanece sentado e o médico pode aplicar anestesia local para maior conforto.
O exame é geralmente rápido e bem tolerado.
Na maioria dos casos, a laringoscopia não requer preparação complexa.
Após a aplicação do anestésico, recomenda-se aguardar até que a sensibilidade regresse antes de comer ou beber.
Existem diferentes abordagens, escolhidas conforme os sintomas e a necessidade clínica:
A laringoscopia diagnóstica é realizada por um otorrinolaringologista. É este profissional que tem a formação e experiência adequadas para interpretar corretamente os resultados do exame e definir a necessidade de tratamento, vigilância ou biópsia.
Em contexto anestésico, o anestesiologista também pode recorrer a técnicas de laringoscopia, mas apenas com o objetivo de facilitar a intubação orotraqueal durante a indução da anestesia. Nesses casos, a laringoscopia não tem finalidade diagnóstica.
O audiograma pode ser realizado na Clínica ORL.
Avenida da Boavista, 117 – 6.º andar, Sala 606
4050-115 Porto, Portugal
A duração da laringoscopia varia conforme a técnica e as características do paciente. Em consulta, com endoscópio flexível ou rígido, dura apenas alguns minutos. Em bloco operatório, sob anestesia geral, pode ser mais longa, sobretudo com biópsias ou limitações anatómicas.
O valor da laringoscopia pode variar de acordo com o tipo de exame realizado, a eventual necessidade de procedimentos complementares e o seguro ou convenção aplicável. Para obter um orçamento personalizado e ajustado ao seu caso, entre em contacto com a Clínica ORL.
Na Clínica ORL, a laringoscopia pode ser realizada pelo SNS, ADSE e pela maioria das seguradoras de saúde, com comparticipação ou reembolso conforme o plano. Para confirmar a cobertura, consulte a página de acordos ou contacte a clínica.
Na maioria dos casos, não. O exame pode causar apenas um incómodo passageiro, como pressão no nariz, reflexo de vómito ou vontade de tossir. Em pessoas mais sensíveis, pode haver maior desconforto, mas raramente é doloroso.
É comum sentir uma impressão no nariz ou na garganta durante o exame. Depois, pode surgir irritação ligeira, rouquidão transitória ou sensação de dormência na garganta devido à anestesia local. Em alguns casos pode haver pequeno sangramento, mas as complicações são pouco frequentes.
Sim. Quando realizada em consulta, pode ser usada anestesia local (em spray ou algodão embebido) para reduzir o desconforto. Na laringoscopia direta em bloco operatório, é utilizada anestesia geral.
O exame permite identificar lesões suspeitas na laringe e orientar a colheita de biópsia, que é o método definitivo para confirmar ou excluir diagnóstico oncológico.
Após anestesia local, deve aguardar até a sensibilidade regressar antes de comer ou beber, para evitar engasgamento. Caso tenha sido realizada com anestesia geral ou sedação, não deve conduzir no mesmo dia e deve seguir as recomendações da equipa médica.
A laringoscopia é considerada um exame seguro. Os efeitos secundários mais comuns são ligeiros e temporários, como irritação da garganta, rouquidão ou reflexo de vómito. Complicações graves são raras, tanto nos exames feitos em consulta como nos realizados em bloco operatório.
Deve procurar assistência se, após o exame, sentir dor intensa que não melhora, febre igual ou superior a 38,3 °C, dificuldade em respirar ou sangramento acima do esperado.
Sim. A Laringoscopia pode ser feita na Clínica ORL pelo SNS.
Sim. Temos acordo com ADSE para a realização deste exame.
Todas as seguradoras cobrem este exame.
Tem sintomas persistentes ou recebeu indicação para realizar o exame? Agende a sua laringoscopia com a nossa equipa de Otorrinolaringologia. Estamos disponíveis para esclarecer dúvidas antes e depois do procedimento.
Conteúdo revisto por:
Na Clínica ORL
Morada: Avenida da Boavista, 117 – 6.º andar, Sala 606, 4050-115 Porto
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma avaliação médica personalizada. Agende uma consulta.
Fontes
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