Tratamento cirúrgico da Rinosinusite

Após tratamento ou tratamento da rinosinusite (RS) em que existe falência do tratamento médico dever-se-á considerar a cirurgia.

Os doentes que apresentam rinosinusite crónica recorrente ou episódio de rinosinusite aguda de repetição devido a obstáculos mecânicos, polipose nasosinusal refratária ao tratamento médico e em que os doentes se mantêm sintomáticos, pacientes asmáticos com pólipos nasais e alergias ácido acetilsalicílico (AAS) ou anti-inflamatórios não esteroides e rinosinusite fúngica são alguns dos doentes que poderão ter indicação para cirurgia.

Durante a avaliação ao doente

O médico irá perguntar ao doente sobre o aparecimento, frequência, duração e severidade da rinosinusite.
Uma lista de tratamentos médicos anteriores irá ser obtida para determinar se foi administrada a terapêutica médica adequada e otimizada.

O doente irá ser questionado se existe um histórico de alergias (ambientais ou medicamentosos), se tem asma ou outro tipo de doenças nomeadamente granulomatosas (sarcoidose, doença de Wegener), exposição a químicos ou outros poluentes, se fuma ou está exposto ao fumo do cigarro…

Sob anestesia local o médico irá examinar o nariz e os seios perinasais com o auxílio de uma óptica rígida ou flexível de fora a determinar a severidade da doença e os locais principais de obstrução.
No estudo pré-operatório irá ser pedido ao doente uma TAC nariz e dos seios peri-nasais, para avaliação da anatomia e da extensão da lesão. No pré-operatório nomeadamente se o doente apresentar pólipos nasais o médico poder-lhe-á prescrever um ciclo de corticoides orais.

A Cirurgia

Por norma a cirurgia para este tipo de patologia é a Cirurgia Endoscópica nasosinusal.
O doente não fica a dormir nessa noite no hospital a não ser que exista alguma complicação.
Com o auxílio de ópticas realiza-se o procedimento cirúrgico através do nariz não deixando qualquer tipo de cicatriz externa.

O objetivo da cirurgia é reconhecer e eliminar os pontos principais de inflamação e obstrução de forma a providenciar uma melhoria da ventilação e drenagem dos diferentes seios perinasais.

Por norma coloca-se um tamponamento nasal que é reabsorvível, e poderá também ser necessário a colocação de umas placas de silicone em cada fossa nasal.

E o pós-operatório?

Normalmente no pós-operatório não existe dor, ou se existir alguma queixa álgica é facilmente resolvida com paracetamol.

O doente sente o nariz obstruído pelo tamponamento que ao final de uma semana após a cirurgia é aspirado.

Nos primeiros dez/quinze dias após a cirurgia também é normal existir uma escorrência sanguinolenta nasal.

O médico irá aconselhá-lo quando deverá iniciar as lavagens nasais e se necessário a reutilização de corticoide tópico nasal.

Artigo publicado por:

Especialista de Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça e Pescoço
Este site utiliza cookies para garantir uma melhor experiência de navegação.